Quando a gente conhece alguém que emagreceu bastante sempre ficamos curiosos em saber qual foi a “mágica”, não é? Como foi que conseguiu emagrecer tantos quilos, se usou medicação, ou fez alguma dieta muita restrita.
Comigo tem sido assim, normalmente as pessoas vem me perguntar sobre qual foi o “milagre” e eu sempre respondo: não existe milagre nem mágica, mas sim alimentação correta e prática de exercícios físicos naquela famosa equação, comer menos do que se gasta e não o contrário.

Então me questionam: “Mas e ai Cá, com base nisso tudo, como é a sua alimentação então? Vamos as respostas, mas não esperem coisas super diferentes do que se vê e do que se sabe, mas adianto uma coisa que é essencial, e não é comida: criatividade.
Não vou mentir, os primeiros 15 dias foram insuportáveis. Sofri muito por conta da falta, meu organismo viciado, de carboidratos refinados – pão, macarrão, açúcar, doces – e precisei ter muita força de vontade para seguir em frente, alias, outra coisa essencial: querer de coração, corpo e alma mudar os hábitos errados.
Para conseguir saciar um pouco da minha falta desses alimentos fui em busca de alguns substitutos, então, dentre muitos, conheci o cacau em pó. Com ele e a banana, outro alimento indispensável na minha dieta, fazia o “brigadeiro fake” quando a vontade de doces era absurda. Ele me socorreu nesse início e também nas minhas crises de TPM.

Outro alimento que senti muito foi a pizza, acredito que essa não só pelo motivo do sabor, mas também pelo costume de todos os finais de semana o janta ser uma pizza tamanho família, para apenas duas pessoas.
Procurei mil alternativas prontas para substituí-la, porém todas não se encaixavam na minha dieta (não como carboidratos a noite), dai fiz a primeira “pizza de ovo” e nunca mais parei de fazer, mudando apenas os recheios, ovo foi e é essencial na minha dieta.

Como diminuí muito os carboidratos, retirei os carboídratos refinados (sempre) e produtos industrializados, sempre que possível, aprendi a fazer omeletes, ou panquecas como carinhosamente chamo, com cacau e banana, ou com batata doce, ou tipo sanduíche e como no café da manhã ou no lanche da tarde. Óbvio que depois de um tempo os alimentos ficam cansativos, mas como tinha -tenho- um objetivo me enfiei de cabeça na busca de substitutos para diversificar meu cardápio.
Conheci as farinhas lowcarb, ou baixo carboidrato: farinha de coco, fibra de trigo, farelo de aveia e fibra de soja. E nossa, apaixonei! Com elas passei a fazer pão lowcarb (sucesso no instagram) e meus jantares, almoços e lanches passaram a ter hambúrguer, pizza lowcarb, torta doce, salgada, bolo… uma infinidade de pratos novos, gostosos e dentro da minha dieta.
Como eu tirei os queijos amarelos, gordos e cheios de sódio da minha alimentação, passei a bater no liquidificador sempre coisas diferentes com meu amado cottage: peito de frango, atum, espinafre, alho, palmito, ervas finas. Fica ótimo como pastinha para servir com petiscos ou até mesmo para rechear um sanduíche lowcarb, ou uma torta salgada, ou um salgado maromba e até mesmo para a pizza! Ou então cobrir o frango nosso de todo dia.


Uma outra coisa super importante, além de apenas comer: aprender a conhecer seu corpo quando e depois que se alimenta. Quando passei a compreender isso minha nova rotina alimentar se tornou bem mais fácil e meu organismo passou a corresponder minhas expectativas com muito sucesso. Descobri que carboidrato em excesso não me faz muito bem, que ele não me sacia, ativa minha compulsão alimentar e me faz ter fome rapidinho. Assim sendo risquei da minha vida (sem radicalismos, mas na maior parte do tempo).
Última coisa e acredito que seja a de maior valia: emagrecer a mente!
No momento que isso acontece é que parece mesmo “mágica”. Você passa a fazer trocas saudáveis não pela dieta em si, ou por contar calorias, mas pelo simples fato de preferir ser saudável, de gostar de viver assim. Hoje eu não como determinados alimentos pois mudei minha cabeça e amo essa nova rotina que escolhi para mim. Tenho orgulho de sentir vontade de comer banana ao invés de chocolate, ou de comer macarrão de abobrinha com molho de tomates feito em casa ao invés de um macarrão tradicional com molho de 4 queijos.
Hoje chamo minha dieta de estilo de vida. Escolhi ser assim pro resto da vida e claro, escolhi por prazer, amor e satisfação.
No momento que descobrirem o quão prazeroso é comer colorido, não dormir “empanturrado”, ter a barriga desinchada, dormir bem, fazer sua própria comida, carregar marmitas, aprender a ler rótulos, comer menos alimentos industrializados, ter a pele mais bonita, os cabelos, as unhas, se cuidar e se amar vão sentir tudo isso que falei: amo ser saudável, amo ter autocontrole, amo escolher o que como e não o contrário.
E foi assim que emagreci 20 quilos e sigo emagrecendo até chegar na minha meta super feliz que quando chegar nela vou conseguir manter para o resto da minha vida o peso, pois a cabeça é magra agora e para sempre.
Um beijo saudável da Cá e até a próxima.
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**minha dieta é baseada na minha rotina e é personalizada.